quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Projeto Saúde em Movimento leva pacientes da Casai de Macapá para conhecer museu da cidade


A equipe multidisciplinar da Casa de Saúde Indígena (Casai) de Macapá realizou, na última quinta-feira (19), mais uma atividade externa recreativa com os pacientes que recebem tratamento no local. O passeio foi no Museu Sacaca, um templo da cultura Amazônica que retrata o conhecimento dos povos indígenas, castanheiros, ribeirinhos e quilombolas. A proposta é humanizar a assistência à saúde, onde o paciente recebe os insumos necessários para o restabelecimento da própria saúde, bem como ocorre a promoção do bem-estar, da cultura e valorização dos modos de vida tradicionais.

Um ônibus cedido pelo 34º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) transportou cerca de 45 indígenas, entre pacientes e acompanhantes, das 11 etnias de abrangência do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. Todos puderam aprender mais sobre desenvolvimento com sustentabilidade e a busca pelo diálogo entre os saberes locais e o conhecimento científico.

A coordenadora do DSEI, Nilma Pureza, relatou que o projeto nasceu da percepção dos profissionais de saúde da Casai. “Havia uma ociosidade e um estresse dos pacientes, devido ao fato de alguns permanecerem por bastante tempo em tratamento. E com a implantação deste projeto observamos uma discreta tranquilidade no comportamento dos indígenas”, afirmou.

A atividade recreativa contou também com a participação dos indígenas tradutores, que auxiliaram os monitores do museu na orientação e explicação dos locais visitados. Até dezembro já foram agendados passeios para visitar a Casa do Artesão, a construção de Fortaleza de São José e o Complexo do Araxá.

A fisioterapeuta Fellícia Mota, responsável pelo Saúde em Movimento, explicou a importância do projeto. “A gente procura levar os pacientes idosos, aqueles que estão por um longo tempo na Casai, desde que tenham condição física para se locomover e não precisem tomar medicamento naquele período”.

A primeira atividade do projeto foi realizada em janeiro de 2012. As internas acontecem semanalmente com a exibição de filmes, palestras e peças teatrais. Já as externas são mensais, podendo envolver saídas para pontos turísticos e históricos, ou práticas esportivas na praça, com futebol, corrida, brincadeiras.


Por Giovana Simoni

DSEI Leste Roraima discute eixos temáticos da 5ª CNSI



Os trabalhos da Etapa Distrital da 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (5ª CNSI) do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste Roraima prosseguiram nesta quarta-feira (25), com as apresentações dos eixos temáticos e os debates em plenária.

Durante a manhã, discutiu-se o tema “Etnodesenvolvimento e Segurança Alimentar e Nutricional, através das palestras de Veramor Vieira, nutricionista da Divisão de Atenção à Saúde Indígena (Diasi/DSL), e  Zelandes Alberto, liderança indígena do DSEI Leste Roraima. Ainda no período da manhã, foi abordado o tema “Controle Social e Gestão Participativa”, tendo como palestrantes Marisa Furia Silva, do Conselho Nacional de Saúde (CNS);  Clóvis Ambrósio, presidente do Conselho Distrital de Saúde Leste Roraima (Condisi/DSL) e a advogada  Joenia, da etnia wapixana, defensora da causas do seu povo.

 À tarde, a discussão foi voltada para a temática “Saneamento e Edificações de Saúde Indígena”, com os palestrantes trabalhadores do Serviço de Edificação e Saneamento Ambiental Indígena (Sesani/DSL), Alexandre de Freitas, Antônio Marcos e Ricardo Ribeiro.

Para Antônio Marcos, que é técnico de saneamento, este diagnóstico da situação pela falta de instalações físicas não permite aproveitar o potencial dos profissionais de saúde, fato que ocorre não apenas na sede do distrito, mas nas comunidades. Segundo o técnico, no DSEI Lesta Roraima existem 34 Polos Base e 38 postos de saúde.

 “A conferência é uma grande consulta da população indígena, um norte para a saúde indígena, principalmente a partir da criação da Sesai”, destacou Antônio Marcos. Ele salientou que o momento é uma oportunidade para se avaliar se as politicas estão de acordo. “Precisamos avançar mais, com mais investimentos, a maior parte dos recursos se destina a custeio”, frisou.   

Dando seguimento à programação, foram iniciadas as discussões entre os sete grupos de trabalho do evento, com previsão de conclusão até o fim da manhã desta sexta-feira (27), último dia do evento.
Em seguida, após a plenária final, ocorrerá a votação das moções e, posteriormente, a escolha dos delegados, com a apresentação dos eleitos para representarem o DSEI na Etapa Nacional da 5ª CNSI, que acontece no entre os dias 26 e 30 de novembro, em Brasília (DF). 

Por João Bosco de Araújo
De Boa Vista-RR


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

DSEI Guamá Tocantins define propostas e delegados para a Etapa Nacional da 5ª CNSI



O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Guamá Tocantins realizou, nos dias 17, 18 e 19 de setembro, a Etapa Distrital da 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (5ª  CNSI). O evento aconteceu no Belém Soft Hotel, em Belém (PA). 

A abertura oficial do evento contou com a presença do Secretário Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Antônio Alves de Souza; do Coordenador do Dsei Guamá Tocantins, Leone Rocha; do Presidente do Cosems/PA, Charles Tocantins; do Coordenador da Funai/Belém, Juscelino Bessa; do Conselheiro Nacional de Saúde, Wilson Lopes; e do Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Manoel Tibúrcio.

A etapa contou com representantes dos segmentos de gestores, trabalhadores e dos usuários indígenas, estes últimos pertencentes às etnias que compõem  o DSEI Guamá Tocantins. Além disso, órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal também se fizeram presentes durante os dias do evento.

O DSEI Guamá Tocantins realizou sete etapas locais. Nelas, foram aprovadas as propostas que foram discutidas durante a Etapa Distrital.

Conferência
As conferências de saúde são espaços amplos e democráticos de discussão, avaliação e proposição de novas políticas de saúde. O tema central da 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena é “Subsistema de atenção à Saúde indígena e SUS: Direito, Acesso, Diversidade e Atenção Diferenciada”.

Entre os eixos temáticos a serem debatidos nas plenárias da 5ª CNSI estão: Atenção Integral e Diferenciada nas Três Esferas de governo (gestão, recursos humanos, capacitação, formação e práticas de saúde e medicinas tradicionais indígenas); Controle Social e Gestão Participativa; etnodesenvolvimento e Segurança Alimentar e Nutricional; e Saneamento e Edificações de Saúde Indígena.


DSEI Manaus inicia Etapa Distrital da 5ª CNSI com foco na discussão do Regimento Interno


O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Manaus iniciou nesta terça-feira (24), em Manaus (AM), a Etapa Distrital da 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (5ª CNSI). Até quinta-feira (26), os 212 delegados irão discutir propostas para modificar a Política Nacional de Atenção à Saúde Indígena.

De maio a agosto deste ano o distrito promoveu 11 conferências durante a Etapa Local da 5ª CNSI, e agora reúne na Etapa Distrital os delegados eleitos nas locais. Estes representantes discutem as propostas formuladas que, após a aprovação, serão levadas para a Etapa Nacional da Conferência, prevista para acontecer em Brasília (DF), entre os dias 26 e 30 de novembro.

Para a Coordenadora do DSEI Manaus, Adarcyline Magalhães Rodrigues, a realização do evento é fruto de um esforço dos funcionários do distrito. “Apesar do apoio dado pela Sesai, organizar um evento como esse é muito difícil. Tudo isso não seria possível sem o esforço de todos, desde o início do ano, muitas vezes trabalhando diariamente até às 22h, 23h, para viabilizar o evento”, relatou a gestora.

O presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) Manaus, Germílson Chaves, disse que os delegados devem trabalhar na defesa das propostas, principalmente nas que forem aprovadas e levadas para a Etapa Nacional.

Já o representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), o conselheiro Wilson Valério Lopes, lembrou que a saúde pública necessita de eventos como a 5ª CNSI para se consolidar e evoluir. “As políticas públicas só funcionam com participação e controle social”. Para ele, a saúde indígena evoluiu desde a criação da Sesai, mas é preciso fazer mais.

O Presidente da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiab), Maximiliano Chaves, afirmou esperar que as propostas aprovadas em Manaus possam servir para melhorar a saúde de todos os indígenas do país.

Após a mesa de abertura, a plenária acompanhou a apresentação cultural de crianças indígenas. Anteriormente, na abertura do evento, o Hino Nacional foi cantado no idioma Ticuna, uma das etnias que integram o DSEI Manaus.

Regimento Interno
Durante a tarde, o grupo discutiu o regimento interno da 5ª CNSI e fez algumas alterações para a realização da Etapa Distrital. Entre as mudanças, o grupo decidiu encaminhar dez propostas em cada um dos sete eixos temáticos, ao invés das cinco previstas no texto original do regimento.

Após a aprovação das alterações a plenária participou de uma mesa redonda, onde foi discutida a atenção básica nas aldeias, um dos eixos temáticos da conferência.

Vale lembrar que, diferentemente do que foi veiculado na imprensa local, a Etapa Distrital do DSEI Manaus foi realizada somente pela Sesai, sem a participação de municípios e do governo estadual na organização e financiamento.

Municípios e o governo estadual participam do evento na condição de delegados com direito a voto, representando o segmento da gestão e colaborando na discussão das propostas a serem aprovadas.
Nesta quarta-feira (25), o grupo discutiu os demais eixos temáticos da Conferência e iniciou o processo de escolha das propostas que irão para a Etapa Nacional da 5ª CNSI.

Por Francisco Souza


Apresentação de coral e ritual de pajé são destaques na abertura da Etapa Distrital do DSEI Leste Roraima


Uma brilhante e emocionante apresentação de um coral de crianças e um ritual de bênção de uma pajé deram início a solenidade de abertura da Etapa Distrital da 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (5ª CNSI) do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste Roraima, nesta terça-feira (24), em Boa Vista (RR). O evento segue até quinta-feira (26), no Salão de Eventos do Norte Shopping Hotel.
Após a exibição do Coral do Instituto Batista de Roraima, sob as regências dos professores Antônio Timóteo e Castorijane, e do ritual da Pajé Vanda, da etnia Macuxi, foram abertos os trabalhos com as apresentações dos componentes da mesa. Já o Hino Nacional foi interpretado pela filha do casal de regentes, Tamie Timóteo.
Participaram da mesa da abertura solene, além da coordenadora do DSEI, Dorotéia Moreira Gomes; o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) Leste Roraima, Clóvis Ambrósio; o coordenador regional da Funasa, André dos Santos Vasconcelos; a representante da Secretária Estadual de Saúde, Ana Nery Cunha de Oliveira; o coordenador geral do Conselho Indígena Roraima, Mário Nicácio; a coordenadora do DSEI Yanomani, Joana Claudete das Mercês Schuertz; a representante do Conselho Nacional de Saúde, Marisa Furia da Silva; o chefe regional da Controladoria Geral da União, Max Túlio Ribeiro Menezes; o presidente da Missão Evangélica Caiuá, Daniel Fogaça; e a representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Regina Azevedo.

“Estamos nesta caminhada e o nosso desejo é participar desta e de outras conferências, visando o fortalecimento da saúde indígena dentro do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS)”, destacou o presidente do Condisi Leste Roraima, Clóvis Ambrósio. Ele destacou, ainda, que o fortalecimento da medicina tradicional é propositura importante para os povos indígenas, que têm conhecimento próprio.

Seguindo a programação, à tarde foram realizadas palestras na plenária. Entre os temas abordados, esteve a discussão sobre medicina tradicional, dentro do eixo temático I: Atenção Integral e Diferenciada nas Três Esferas de Governo: Gestão, Recursos Humanos, Capacitação, Formação e Práticas de Saúde e Medicinas Tradicionais Indígenas, com os palestrantes Alexsandra Kisseloff (Diasi/DSL), Antônio Marcos (Sesani/DSL) e Iolanda Pereira (Diasi/DSL).

“A saúde indígena é milenar, e farei este paralelo entre a nossa medicina tradicional e a medicina ocidental ou convencional”, explicou Iolanda, que além de agente de saúde é parteira da comunidade indígena Uiramutã.

Iolanda também afirmou que os gestores e profissionais que trabalham com a saúde indígena precisam ter conhecimento desses dois tratamentos, o tradicional primitivo e o farmacêutico. Ela revelou que a experiência vem de pai para filho e já está sendo repassada para as novas gerações da família. “Tenho 38 anos e aos 13 comecei trabalhando com meu pai, que era pajé na comunidade Tuxaua”, contou, ressaltando que os quatro filhos já trabalham com ela, o mais novo tem 12 anos e o mais velho, com 20, pretende ser médico.

Os trabalhadores da Sesai, Renata Araújo Costa e Evandro Bispo, como também Marina Costa, da Assessoria do Controle Social, estão participando do evento do DSEI Leste Roraima. A servidora Regina Azevedo, que teve participação como representante da Sesai, trabalha na Assessoria Técnica do Departamento de Gestão da Saúde Indígena (DGESI).

Por João Bosco de Araújo
Fotos: Charles Bispo
De Boa Vista (RR)

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